A seara é grande e são poucos os trabalhadores! Em que medida nós percebemos esta situação na nossa realidade?! Não é de hoje a constatação de que trabalhadores e trabalhadoras são indispensáveis. Além disso, a abrangência do trabalho não diminuiu ao longo dos anos. Sendo assim, a pergunta que podemos e devemos nos fazer tem relação com a nossa atitude. O que temos feito diante desta carência?
Certamente cabe rogar para que o nosso Pai Celeste envie mais trabalhadores (Lucas 10.2). Afinal, é Deus quem chama, quem escolhe, quem capacita, quem encoraja, quem fortalece, quem anima, quem consola os trabalhadores e as trabalhadoras. Por outro lado, não podemos nos omitir em relação ao que cabe a nós. A partir do Batismo, pertencemos a Deus. Somos nação santa, povo de propriedade de Deus (1ª Pedro 2.9) e temos responsabilidades.
É fundamental motivar pessoas, despertar dons e incentivar vocações. Tudo isso faz parte da nossa responsabilidade cristã. Por vezes, parece que esta não tem sido uma preocupação constante de grande parte do povo de Deus. Por isso, fica parecendo que apenas algumas poucas pessoas devem se importar com esta necessidade.
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O guia Nossa Fé Nossa Vida esclarece “Na igreja, a rigor, há um só ministério: o de testemunhar o Evangelho de Cristo, confiado à comunidade”. Portanto, todos os membros estão encarregados de participar nesta tarefa. No entanto, a comunidade também precisa de pessoas ordenadas que motivem os membros, procurando conscientizá-los de sua vocação e capacitá-los para o serviço de testemunhar o evangelho.
Assim torna-se vital que a IECLB e, portanto, cada pessoa que faz parte desta Igreja, comece a refletir sobre as vocações, sobre o apoio para quem deseja estudar teologia, sobre o jeito como são tratados pastores, pastoras, diáconos, diáconas, diaconisas, catequistas, missionários e missionárias. Comunidades precisam de pessoas que atendam ao chamado de Deus e se disponham a preparar-se para exercer o ministério ordenado dentro da IECLB. Uma formação apropriada é requisito básico para que uma pessoa possa se dedicar em tempo integral. E isto sem sombra de dúvida leva algum tempo. Assim, não é de uma hora para outra que teremos pessoas aptas para servir a Deus através do pastorado, da diaconia, da catequese e da missão.
A função que cabe aos ministros e às ministras de nossa IECLB é muito clara. Não se trata de um lugar de honra e poder, mas de serviço. Contudo, em alguns momentos, lideranças comunitárias parecem esquecer que isso é muito diferente de pensar que tudo deve ser feito pelos ministros e ministras. Ou seja, jamais podemos supor que eles sejam funcionários e funcionárias da comunidade ou paróquia. Se isto ocorrer, não se está dando o devido valor para quem recebeu a ordenação. Quando se fala de valorização, torna-se evidente que deve existir o devido respeito por aquelas pessoas que estudaram para assumir com dedicação algum ministério específico. Mas, se faltar a maturidade para reconhecer que ministros e ministras trabalham junto com as demais pessoas da comunidade, toda a Igreja de Jesus Cristo sofrerá grande prejuízo. Que possamos zelar pela dignidade de nossos ministros e nossas ministras. Que possamos incentivar que cada pessoa batizada se coloque a serviço.
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